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Redes Sociais e Consumo Consciente

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Que os dias estão cada vez mais corridos, que os compromissos se multiplicaram e que o custo de vida está cada dia mais alto, disso já sabemos, mas será que argumentos como esses realmente servem para justificar a falta de reflexão humana acerca de assuntos que muitas vezes damos as costas mas que mesmo assim nos são tão pertinentes? Será que a pressa nos tornou tão insensíveis a ponto de não enxergar o que acontece a nossa volta? A fim de despertar o interesse por assuntos deste tipo, comunidades envolvidas em causas socioambientais vêm surgindo nas redes sociais. No combate ao consumismo desenfreado, as mídias dão grande auxílio na disseminação das ideias não apenas no Brasil, como no mundo todo.

Tanto se ouve falar em sustentabilidade que são poucos os que realmente seguem a tão temida vida sustentável. Parece que este nome assusta as pessoas. Elas têm medo de perder o “luxo” e conforto ao que estão acostumadas, algumas pessoas mal querem saber do que se trata. Quando o assunto é poupar o mundo, dificilmente elas se interessam, porém, isso não passa de preconceito e certo receio em adotar novas ideias, o que é absolutamente normal. No entanto, com isso, as pessoas deixam de notar que apenas o fato das redes sociais estarem fazendo parte destas mudanças já prova que é possível sim uma transformação em seus hábitos sem abandonar o estilo de vida levado desde sempre.

Mas antes de falar um pouco mais do papel tão importante que as Redes Sociais vêm desempenhando neste processo, o melhor mesmo seria entender o conceito de consumidor consciente, pois sem informação a respeito destas medidas socialmente corretas, não há como a pessoa ter certeza do que está fazendo e sem certeza a real mudança não acontece.

Pois bem, a palavra de ordem é responsabilidade, a prática do consumo consciente envolve a responsabilidade de cada um com o mundo através do equilíbrio entre a aquisição de produtos em geral e os impactos que os mesmos causarão na sociedade e na natureza, ou seja, não é para deixar de consumir, mas sim mudar a forma como se consome. Você pensa enquanto está fazendo compras? Reflete sobre o que está prestes a obter e se ele é mesmo necessário? Pois então, atitudes como essas por si só já fazem com que seu consumo seja bem mais consciente.

De acordo com o site InfoEscola a humanidade toda já consome 25% a mais dos recursos que o planeta pode repor e com base nos dados da VisualLoop, em 2009 já eram quinhentos milhões de carros no Brasil dando mais de um carro para cada doze pessoas, sendo que em 1950 eram cinquenta e três milhões de carros dando um para cada cinquenta pessoas. Isso tudo aumenta de forma significativa a poluição e a má qualidade de vida dos brasileiros e de todos aqueles que moram em países com situações semelhantes a essas, e mais uma vez enfatizamos aqui que o problema não é o fato de possuir carro, mas como se usa ele. Uma alternativa para amenizar estes problemas seria usá-lo apenas aos finais de semana e no dia-a-dia optar por transporte coletivo, mas para quem não gosta destas duas opções, principalmente para trabalhar, pegar carona com amigos ou vizinhos seria uma saída viável. E é a partir daqui então que as Redes Sociais começam a se fazer presentes.

Alguns grupos são criados nas Redes Sociais, principalmente no Facebook para que, através de atualizações sobre os membros, ocorra a indicação para caronas e até mesmo vagas disponíveis em apartamentos. Ainda no Facebook é possível encontrar vários grupos que se dedicam a anunciar a compra, venda e troca de produtos usados aumentando assim a vida útil daqueles bens que muitas vezes descartamos, de forma inadequada, como a sucata eletrônica, por exemplo, mas que ainda servia para outras coisas ou pessoas.

Isso se encaixa perfeitamente no tipo de serviço oferecido pela rede social Doabox, desenvolvido para facilitar a interação das pessoas interessadas na troca de utensílios e no consumo consciente. Lançado em dois de setembro de 2013, esta rede se assemelha a sites como mercado livre. Aqui, quem doa escolhe algo para receber em troca e assim por diante, dessa forma, tudo é reaproveitado e o rótulo de “coisa desnecessária” passa a não existir mais. Uma das poucas regras impostas na rede é que, aqueles interessados em uma determinada troca fiquem responsáveis pelos meios como ela ocorrerá entre marcar lugar para se encontrar e horário, ainda com a ressalva de que produtos piratas são terminantemente proibidos.

As redes sociais ainda que sejam fervorosamente criticadas por alguns, tem o belíssimo poder de unir as pessoas que possuem interesses afins, estejam elas distantes ou não, em pouco tempo e com eficácia assustadora. Com a funcionalidade de transmitir conteúdo, no caso do duro combate ao consumo em excesso em prol de um mundo melhor, elas conseguem usar da linguagem existente no mundo virtual para repassar alertas e mensagens educativas favorecendo a criação de campanhas sociais em busca da mobilização do maior número de pessoas para resolver este grave problema. O que dizer do movimento Buy Nothing Day (O dia sem comprar) que começou nas redes? Com o apoio de diversas Instituições como o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), este movimento vem com o intuito de despertar nas pessoas que dele fazem parte a necessidade de adquirir práticas mais conscientes em relação ao consumo. Pessoas do mundo todo aderiram este movimento na época que ele foi vigente, atingindo países como Japão, Finlândia e Suíça, por exemplo. Além disso, debates sobre temas como a influência do alto consumo em importantes datas comemorativas como o natal são escancarados.

E por mais na cara que esteja os estragos que nós, civilizados, causamos na natureza, isso nunca é o bastante, sempre pedimos um motivo a mais para tomar aquelas atitudes que não nos beneficiarão tão diretamente quanto gostaríamos. Pois bem, se poupar o mundo ainda não serve, então tenha hábitos sustentáveis para poupar seu bolso. Isso mesmo! Pensar com mais sabedoria na hora da compra, independente do que for, acaba saindo mais barato uma vez que, consertar itens que estão danificados certamente sai mais vantajoso que comprar outro, ou então, caso queira exercitar um pouco da sua criatividade, a ação de customizar objetos e peças seria mais uma alternativa e dá um toque único e especial a sua vida de um modo geral.

Além do mais, alguns produtos possuem um certificado ambiental que serve como um critério a mais na hora em que o consumidor estiver escolhendo seus produtos. O FSC (Forest Stewwardship Concil), aqui no Brasil conhecido como Conselho de Manejo Florestal é uma organização independente e sem fins lucrativos. Existente desde 1993 com o objetivo de assegurar o desenvolvimento das florestas de todo o mundo. Seus critérios, em relação ao manejo e processo que a madeira deve passar, são válidos e reconhecidos internacionalmente e de acordo com as leis.

E mesmo sabendo de tudo isso, não lhe dá vontade de fazer algo para melhorar o mundo? Pense bem, o que significa uma pequena mudança de hábitos diante dos ganhos e benefícios que terá no futuro, em termos de saúde, bem-estar, e até conforto? E não apenas isso, pense também nas gerações que virão por ai, que tipo de valores elas terão? Sim, comprar é bom, é verdade, mas tudo há limite. Quando o ato de consumir, aparentemente tão paralelo à natureza, começa a atingir de forma tão expressiva o meio ambiente, certamente está na hora de se tomar certas medidas.

No entanto, até com a ajuda das redes, o público que apoia esta ideia ainda é pequeno. Vamos lá, vamos abraçar esta causa. As Redes Sociais já estão fazendo sua parte, no entanto, elas não funcionam sozinhas!

Sobre a autora:

Aline

Aline (alinerodrigues@sautlink.com) é estudante e apaixonada na arte de escrever e pesquisar histórias e fatos. No Grupo Sautlink é colaboradora da área de Comunicação, Conteúdo e Mídias Digitais.

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