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Quem nunca participou de uma rede social?

Quem nunca participou de uma rede social

O “mundo social” não é o mesmo e já faz um tempo… Quem não se lembra, quando você era obrigado a se reunir na casa de um amigo para estudar? Não existia a videoconferência. Fazer os trabalhos de escola, então?

A biblioteca, com as famosas Barsas, era o ponto de encontro da galera. No trabalho, por exemplo, eram poucos os computadores que tinham acesso à internet, afinal, isso não era importante já que o funcionário não iria precisar dela no momento. Agora não. Tudo mudou. É praticamente impossível imaginar um dia em que você não tenha acesso à internet nos últimos cinco anos.

Os encontros, por exemplo, são marcados via internet e, muitas vezes acontecem na própria internet. Quem não usa a expressão “Te vejo no Face hoje a noite…” Ou então, “Quando você vai estar online? Vou estar te esperando!” Aliás, você já entrou em sua rede social hoje?

A influência que a internet combinada com as redes sociais tem em nossas vidas é tão sútil, que muitas vezes nem percebemos que já as encaixamos em nosso cotidiano. Vai dizer que não tem horários reservados especialmente para isso ao longo do seu dia? Seja de manhã, à tarde ou à noite, sempre encontramos aquele tempinho para dar apenas uma “olhadinha” no que está rolando nas redes e, quando nos damos conta, passamos minutos entretidos nesse mundo.

Por isso, decidimos mapear o perfil do brasileiro na rede, pois afinal, nos identificar e nos situar, independente da situação, é sempre importante. Precisamos saber quem somos.

Logo de início, é interessante nos darmos conta de que 90,8% das pessoas que usam a internet acessam as redes segundo a Revista Galileu. Isso é bastante coisa se forem levados em consideração muitos fatores que estão relacionados com uso das redes, como por exemplo, os motivos que levam a pessoa a acessá-la, os assuntos que as pessoas mais gostam e os que elas menos gostam de discutir e comentar, quem usa mais as redes entre homens e mulheres, a frequência que usam… Tudo isso está englobado quando se tenta fazer um perfil desses 90,8% de internautas.

Um estudo realizado pela empresa Hello Research conseguiu encaixar perfeitamente esses fatores em sua pesquisa. Ao todo dos entrevistados, foi apurado que 1/3 tem pelo menos uma rede social, entre tantas disponíveis no mercado, sendo que o Facebook está com a preferência nacional, inclusive, sendo o mais usado em todas as regiões e níveis socioeconômicos. Em relação às regiões, o estudo comprovou que a maior parte dos usuários estão concentrados na região Sudeste, seguido pelas regiões do Nordeste, Sul, Norte e Centro Oeste.

A partir desses dados, a Hello Research separou em grupos, os tipos de perfis encontrados entre os usuários, nomeando-os de acordo com suas características. Temos o grupo do Arroz de Festa, por exemplo. Estes são aquelas pessoas que estão presente em todas as discussões. Absolutamente em todas. Não importa qual é o assunto, importa que ela faça parte. São também os que mais acessam as redes e atingem homens e mulheres de todas as idades, regiões e classes sociais.

Depois, vem o grupo das pessoas que não gostam de nada dentro das redes. “Os do contra”, só gostam daquilo que eles mesmos postam. É onde também se encontra o maior número de pessoas da classe A, sendo que eles usam a rede com menos frequência do que o grupo anterior, ou seja, são aquelas pessoas que aparecem de vez em quando, apenas para dar uma “espiadinha” básica. Em relação a gênero, a maior parte das pessoas com esse perfil, são mulheres ao qual a idade varia entre 31 a 50, e tem como assunto favorito o trabalho. Participa desse grupo, o maior número de pessoas da região Nordeste.

Já os Hooligans, são os apaixonados por esporte, especificamente, o futebol. Aparecem moderadamente nas redes, mas quando aparecem, são os que mais postam, obviamente, assuntos relacionados a isso. Tratam a rede como uma mesa de bar, onde conversam sobre tudo que conversariam normalmente em uma roda de amigos nessa situação e, em relação aos amigos, dificilmente eles deletam um “camarada”. Nesse perfil, fazem parte homens que vão de 16 a 30 anos.

E, como não poderiam faltar, as fofoqueiras, ou melhor, o grupo das “Maricotas”. Essas fazem jus a um verdadeiro clube da Luluzinha. Nele, como é possível perceber, participam mais mulheres e que gostam de comentar sobre assuntos da moda, envolvendo, por exemplo, novelas. É o grupo que mais tem pessoas de menos escolaridade e da classe C.

Esse estudo discute até sobre a amizade que rola dentro das redes. A maioria das pessoas possuem mais de 200 amigos, alguns, colecionam mais de 1000, por exemplo. O que acontece, é que, dificilmente uma pessoa terá contato com esses 1000 amigos na vida real, porém, esses amigos em excesso são feitos mais pelo o que a outra pessoa posta em sua rede, do que por amizade propriamente feita fora dela.

Entre os assuntos favoritos, podemos citar os assuntos de humor. Existem páginas no Facebook dedicas a isso que fazem o maior sucesso na internet, como essas imagens de trollagens que circulam todos os dias nas redes, porém, o assunto citado como sendo o mais odiado, foi política. Parece que falar disso dentro das redes não agrada tanto as pessoas.

Esse estudo foi feito pela Hello Research, como já dito, porém a Revista Galileu também forneceu um perfil do brasileiro dentro das redes, que trata o assunto de um jeito bem sucinto e que merece ser analisado.

Vejamos, as redes que possuem maior número de usuários segundo esse site, é o Facebook, Twiter, Youtube e Google+, porém, os que são usados com mais frequência são o Facebook, Youtube e Twiter. Em relação ao gênero, 58,7% dos usuários são mulheres. Já em relação às compras, 41% das pessoas que foram abordadas, pesquisam nas redes sociais antes de comprar algo, sendo que 2 a cada 3 pessoas dão feedback nas marcas, o que nos leva a 54% das pessoas que seguem empresas no twiter e as 74% das pessoas que curtem essas páginas no Face. E por último, 68,5% usam apps para acessar as redes e 56% acessam via celular ou Smartphones.

E como último dado desse perfil do brasileiro nas redes, podemos acrescentar aqui que, em janeiro de 2003, a média de tempo que o brasileiro passa na navegando nas redes, aumentou para 10h e 26 min, ou seja, um crescimento de 13,5 % se compararmos com o mesmo período do ano passado.

Depois de ler tudo isso a respeito do brasileiro adepto dessas mídias, é possível se fazer a seguinte pergunta: Quem são os brasileiros dentro das redes sociais afinal? E, obviamente, seria estranho se todos conseguissem responder. O Brasil é um país de diversidades. As pessoas aqui são diferentes, cada um é de um jeito, pensa de um jeito e age de um jeito. Seria algo fora do comum se os brasileiros tivessem sido limitados a um mesmo perfil que conseguisse abranger e expressar essa grande diversidade. Realmente vários perfis teriam que ser criados como a empresa Hello Search fez, onde muitos foram os fatores apurados. O que conseguimos identificar com facilidade é que o povo brasileiro é um povo que gosta de explorar, cada qual seu assunto favorito, ao seu tempo, e o mais importante, despreocupados. E você, está em qual perfil dentro da rede? Ou melhor, em quantos perfis você se encaixa? Já parou para pensar?

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